terça-feira, 14 de agosto de 2012

Acupuntura Ajuda no Tratamento de Bursite

 


Acupuntura é um tratamento bastante eficaz tanto no alívio das dores quanto na prevenção de novas crises.

A acupuntura, junto com a medicina ocidental, pode ser um caminho para o tratamento da bursite. A técnica tem se mostrado eficaz tanto no alívio das dores, quanto na prevenção de novas crises.

Bursite é a inflamação da bursa, pequena bolsa contendo líquidos que envolvem as articulações e funciona como amortecedor entre ossos, tendões e tecidos musculares. Ela permite e facilita um melhor deslizamento entre as estruturas.

Como as bursas estão localizadas próximas às articulações, qualquer processo inflamatório nestes tecidos moles, será percebido frequentemente por pacientes como dor intensa, edema (inchaço), inflamação e restrição de movimento.

Qualquer bursa no corpo humano pode ser afetada, mas aquelas localizadas nos ombros, cotovelos, punhos, dedos, quadris, joelhos, tornozelos e pés, são as mais frequentes. Geralmente, as bursites são condições normalmente temporárias, mas podem se tornar crônicas se não forem tratadas.
Suas causas são as mais variadas podendo a doença ser causada por traumatismo, infecções, lesões por esforço, uso excessivo das articulações, movimentos repetitivos, artrite (inflamação das articulações) e gota (ácido úrico cristalizado e depositado nas articulações).

O tratamento inclui uso de analgésicos e anti-inflamatórios, relaxantes musculares, aplicação de gelo e restrição dos movimentos da área afetada. Deve-se fazer alongamento para fortalecer os músculos e corrigir os movimentos que causam o impacto. A acupuntura, tem se mostrado um tratamento bastante eficaz tanto no alívio das dores quanto na prevenção de novas crises.

O tratamento da medicina tradicional chinesa para a bursite é focalizado para tirar dores, desinflamar a região afetada e melhorar a circulação do sangue. Como os sintomas de bursite podem ser confundidos com outros problemas que atingem as articulações, o diagnóstico é feito clinicamente, obtido por meio de exames complementares.

Uma vez descoberta à origem da inflamação, o profissional em acupuntura poderá ministrar o tratamento mais correto, segundo especilistas do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

No procedimento não há efeitos colaterais, é minimamente invasivo e indolor, desde que realizado corretamente por médico habilitado. Durante o tratamento, o paciente não deve forçar movimentos, evitar pegar peso, e em alguns casos, ficar em repouso, para aumentar gradativamente os movimentos até a recuperação total.

sábado, 4 de agosto de 2012

Brasil Sagrado: Cruzeiro Celeste

BRASIL SAGRADO : CRUZEIRO CELESTE,MISTÉRIO TERREAL
via AUM MAGIC de Marcos Mundim
Creio ser óbvio que o nome Brasil, País maior que um continente, não se deve exclusivamente ao seu pau vermelho ou pau-brasil, o guara-pytã, chamado pelos índios de ybyrá-pitanga, pois que ele já aparece nos mapas e cartas da Idade Média apesar de assinalado de maneira truncada com muita imaginação e fantasia, o que terá sido feito propositadamente pelos cartógrafos e cosmógrafos dos séculos XII-XIV ao serviço da Ordem do Templo e sob ordem expressa desta, a fim de proteger e manter secreta a rota do caminho marítimo ou navegação de longo a Ocidente para essa Ilha Venturosa das sagas irlandesas, Hy-O’Brazil.
«De facto – diz Pedro Paulo Funari –, nos mapas medievais o mundo conhecido aparecia rodeado de ilhas reais ou imaginárias. Uma delas, a Ilha Brasil, aparece primeiramente situada em um mapa de 1324, a oeste da Irlanda, localização repetida em diversos planisférios posteriores.»1
O nome Ínsula Brasil já era conhecido de há muito, por certo graças à herança documental e cartográfica dos antigos navegadores fenícios e árabes que a Marinha Templária possuiria e depois a Escola Náutica de Sagres ligada à Ordem de Cristo através do Infante D. Henrique, seu Administrador Geral. Com efeito, os cartógrafos medievais destacam nas suas cartas náuticas o nome da terra Brasil, como é o caso da Carta de Pizigano, de 1367, do Atla de Andrea Bianco, de 1436, ou da Carta de Bartolomeu Pareto, 1455. Por seu turno, aquando da viagem à Índia do almirante Vasco da Gama, em 1498, ele navegou para Ocidente e ancorou defronte a terra firme e larga, que os historiadores consideram hoje ter sido o Brasil, antes de retomar a marcha para Oriente. Já antes, em 1487 e 1488, Pedro Vaz da Cunha, o “Bizagudo”, e João Fernandes de Andrade navegaram do Golfo da Guiné para o Brasil. Duarte Pacheco Pereira, autor do famoso Esmeraldo de Situ Orbis, também para aí se dirigiu várias vezes antes de Pedro Álvares Cabral em 1500, data oficial da sua Descoberta (vd. a minha História Secreta do Brasil (Flos Sanctorum Brasiliae), Madras Editora, S. Paulo, 2004). Antes de todos esses e segundo Assis Cintra baseado nos escritos do jesuíta Manuel Fialho, o capitão de mar Sancho Brandão, que pertencera à Marinha de Guerra da Ordem do Templo e terá se transferido para a de Cristo, teria chegado numa expedição de reconhecimento à “Ilha perdida do Mar do Ocidente”, mais além das Canárias e apontada como o Brasil, notícia comunicada por D. Afonso IV de Portugal ao Papa Clemente VI em 12 de Fevereiro de 1343 (St. Brendan´s Search for Paradise, in A brief history of the European Mith of de Garden. Press American Studies and the University of Virginia, 2001). Muito possivelmente já nos anteriores séculos XII e XIII haveriam navegações de longo no Mar Ocidental à Ínsula Brasil, pois esse nome era muito comum nas falas lisboetas do século XIII por ser aplicado para designar os carvoeiros da cidade como os “brasis”, certamente alcunha comparativa entre esses que manuseiam o carvão e o estado sujo, lastimoso em que regressavam à terra aqueles marinheiros de mar alto que a História traz esquecidos.
Com efeito, as mais antigas grafias toponímicas irlandesas – como Ho Brazile, O’Brazil, Hy-O’Brazil – demonstram que esse se trata de um nome celta, pertencente ao grupo linguístico celto-gálico falado na Irlanda e no País de Gales. O sentido seria “Terra dos Bem-Aventurados”, “Ilha da Felicidade” e “Terra Prometida”, tanto que a raiz bras ou braz, em irlandês, significa “nobre, afortunado, feliz, encantado”.
Por seu turno, Felipe Cocuzza explica que «durante a Idade Média, a lendária Ilha Brasil povoou a poesia, os mapas, as tradições, as profecias e o folclore. A palavra brasil tem duas etimologias convergentes: o germânico brasa, que passou ao latim e ao português, de onde veio a designação pau-brasil, devido à cor vermelha, e o celta BRAS ou BRES, paralelo ao inglês BLESS que significa “bênção”; prende-se ainda ao hebraico BRACHA (ch aspirado, como em alemão), também com o sentido de “bênção”, e ao sânscrito BRAHMA, da raiz BRITH (antes, Brâh, donde Brâ, Brî e Brith – V.M.A.), “expandir, irradiar, brilhar”, com o sentido de “Deus, Bênção, Suma Ventura”. Portanto, Ilha Brasil quer dizer Ilha Abençoada».2
Na mesma direcção etimológica e dando ao Brasil encómios apologéticos fazendo-o recuar ao período Fenício para justificar o vocábulo, escreveu Moysés Jakubovicz3:
«A região geográfica onde se assenta o Brasil é a mais antiga da face da Terra. À época do Dilúvio, o Brasil integrava o País de Ofir, que significa País do Fogo, e, sendo ele situado no Ocidente, a palavra FIR, ou seu anagrama RIF, passou também a significar o Ocidente.
«Há cerca de 850 a.C., o Imperador Badezir para aqui se deslocou, trazendo na sua comitiva os filhos gémeos com os nomes de Ietbaal e Ietbaal Bel. É dessa época a origem do nome BRASIL, palavra originada do nome do Imperador BADEZIR. Senão, vejamos: Badezir é composto de Bad+Zir, em que Bad é derivação de BAAL, significando o “DEUS PRINCIPAL” dos povos da Ásia Menor; Zir é anagrama de ZRI, que no sânscrito significa “SENHOR”. Substituindo-se BAD por seu equivalente BAAL, e fazendo-se a elisão de uma das vogais, o a, teremos BALZIR, e trocando-se a posição do r por a, temos, finalmente, o sagrado nome BRASIL, equivalente do nome JEOVÁ.»
Ambos os autores, particularmente o primeiro, terão consultado a obra de Gustavo Barroso, Aquém da Atlântida, quando escreve:
«O nome Brasil surge na Geografia muito anteriormente ao descobrimento da grande região sul-americana banhada pelo Atlântico. O nome Brasil teria evoluído de vários nomes, como: Bracil, Barzil, Braçur, etc. Braxilis, O-Brasilis, O-Brasil e, afinal, Brasail, Hy-Brasail. Estas últimas designações são irlandesas. Na opinião de Alf Torp e de Moltk Moe, tal palavra veio da raiz céltica Bress, que implica a ideia de bênção e significa boa sorte ou prosperidade, de onde veio o verbo “to bless”, abençoar. Assim, o nome irlandês corresponde, em suma, ao que os antigos davam às Canárias – Afortunadas. A crença na existência de terras venturosas do lado do Ocidente é antiquíssima. A ideia é longínqua e pertinaz na tradição dos povos, todos cream numa Idade de Ouro, em tempos idos, em terras de além. A região, ou Ilha Brasil, se identificaria com as “Ilhas Afortunadas”, “Ilha dos Bem-Aventurados”, o “Imago Mundi” de Pedro D’Ailly, “Ilha dos Felizes”, etc. É indubitavelmente mais velho que o nosso país o nome que lhe deram. Capristano de Abreu admitia esse ponto. E sente-se que ele não nasceu da cor de brasa do pau da tinturaria tão famoso. Southey escreveu: «Entre vários povos vivia uma tradição relativa a uma ilha encantada chamada Brasil».
Por seu lado, o professor Batalha Gouveia, que pessoalmente considero o maior etimologista português dos tempos modernos, igualmente faz o levantamento apurado do nome Brasil, acabando por encontrar-se com os dois autores brasileiros citados quanto à sacralidade do sentido último do nome da Pátria Gémea de Portugal4:
«Numerosos têm sido os investigadores toponimistas, não só nacionais como estrangeiros, que já se debruçaram sobre o nome da Pátria-Irmã. O arqueólogo norte-americano Cyrus Gordon aventou, recentemente, a hipótese do nome Brasil derivar do cananeu e hebraico Brazel, significativo de “ferro”. Por sua vez, o eminente historiador brasileiro Pedro Calmon aponta o germanismo braezelen como a palavra matriz das variantes portuguesas brasa e brasil.
«Interessado também neste tema, não se me levará a mal que refira a minha teoria fundamentada, tão-somente, nos aspectos lexicais do nome em exame.
«O vocábulo brasil já era usado na nossa língua antes da descoberta da «Terra do Cruzeiro do Sul». Num foral datado de 1377 referente à portagem de Lisboa, lê-se, entre outras coisas, o seguinte: «… e de brasil que trouxerem ou levarem, tanto os vizinhos como os que não são vizinhos, pagam dízima». Este “Brasil” a que se refere o foral é, indubitavelmente, uma palavra sinónima da actual “brasido”, uma espécie de carvão miúdo.
«No Brasil chama-se “pau-brasil” a uma espécie arvense da família das leguminosas, também ali conhecida por ibirapitanga, muirapiranga, sapão, pau-rosado, pau de pernambuco, etc. De madeira avermelhada e flor amarela, a ibirapitanga chega a atingir 30 metros de altura. Quase desaparecida da floresta brasileira, ainda sobrevivem exemplares no litoral de Paraíba e do Estado do Rio, principalmente no Cabo Frio e na mata da Tijuca em pleno Distrito Federal.
«João de Barros deplorou que chamassem ao Novo Mundo, Brasil e não Santa Cruz. Frei Vicente do Salvador, com iguais escrúpulos religiosos, descreve assim o pau-brasil: «Tanto que começou a vir o pau vermelho chamado brasil… da cor abrasada e vermelha com que tingem os panos».
«Decorre do exposto que o nome Brasil, por estar conotado com uma espécie botânica, tem necessariamente de conter algo que diga respeito à árvore, como na realidade assim acontece.
«Certas religiões pagãs faziam da árvore objecto de culto. Os semitas, nomeadamente os sírios e os árabes, haviam concebido a árvore como a morada de um ser sobre-humano, uma espécie de santo (uéli) sepultado sob as suas raízes. A árvore encontra-se, pois, imbuída da vida e dos poderes extraordinários do génio.
«Para os indo-europeus, a árvore simboliza a “Deusa-Mãe”, a Mater (donde os vocábulos portugueses matéria, madeira e mãe) Divina, sendo como tal idolatrada.
«Surge assim no horizonte das primitivas formações teonímicas a palavra Ura, com a dupla significação de “árvore” e “mãe divina”. O páredro de Ura era Ur, nome dado ao touro então considerado como a personificação do Sol. Ur e Ura metaplasmaram-se no latim Uir e Uira, encerrando o primeiro o sentido de “homem forte”, e o segundo, obviamente, “mulher forte”.
«Os tradutores latinos da Bíblia verteram o nome hebraico Isha, significativo de “mulher varonil”, para Uirago, depois Virago. Contudo este nome não se conservou, sendo substituído por Eva que, segundo a Bíblia, quer dizer “mãe de todos os viventes”.
«Ura, a divina árvore e hipóstase da Deusa-Mãe, devido ao fenómeno fonética da permuta da vibrante r na líquida l entrou no dialecto dórico sob a prolação úlâ, que no jónico se dizia úlê, com o sentido de “árvore”. Na área linguística mediterrânica o jónico úlê sofreu a sibilização da vogal inicial passando a soar súlê, voz que ao entrar no Lácio se grafou syl, depois sil. O fenómeno da sibilização mediterrânica do u primitivo das palavras gregas é igualmente exemplificado com os temas uper/super, upo/sub, etc.
«Sil é, indubitavelmente, o segundo termo incorporado no topónimo Brasil. Vejamos agora o primeiro, isto é, bra.
«Nos séculos imediatamente anteriores ao advento do Cristianismo houve um idioma semítico que se impôs aos outros na área sírio-palestiniana influenciando, naturalmente, os falares dos ilhéus do Mediterrâneo Oriental. Refiro-me ao aramaico, língua falada por Jesus Cristo a ajuizar das expressões por ele empregadas: Talita cummi (menina levanta-te), El oi, El oi, lama sabastani? (Deus meu, Deus meu, porque me abandonaste?), etc.
«A palavra aramaica significativa de “filho” – bar – foi anteposta ao supradito tema sil, “árvore”, o que originou o composto barsil a que a metátese transformou na dicção arcaica portuguesa brasil.
«O Filho da Deusa-Mãe, ou da Mater, só pode ser aquele que no mais alto do céu a todos nos contempla, o anho (do latim ignis, “fogo”) de Deus imolado na Vera ou Santa Cruz, madeiro esse que congrega todos os brasileiros em torno do Cristo Redentor.
«Santa Maria, a Padroeira de Portugal, teve no Brasil o lugar apropriado para dar à luz o Unigénito do Senhor. Este poderoso elo místico conservará sempre ligadas as duas pátrias atlânticas.»
Era a essa Mariz Nostra in Coelis et Terris in Filiius et Spirito Sanctu, que os abnegados missionários do sertão brasileiro, em nome de Jesus e São Francisco, oravam, juntamente com os Tupis que em tal reconheciam a Jacy Tupã Iracy, “a Lua e o Sol esplendorosos”. O Espírito era o mesmo, só os fonemas mudavam…
TUPI:
Anuê Jacy recê tynycembae.
Ndê irúnamo ndê Iára recó.
Imombeúcatupyram reicó cunhã sui.
Imombeúcatúpyrambe ndê membyra, Tupã!
PORTUGUÊS:
Avé Maria, cheia de graça.
O Senhor é contigo.
Bendita sois entre as mulheres.
Bendito é o fruto do teu ventre, Jesus!
Tudo isso conduz-me de imediato à Virgem Negra, Orago do Brasil, N.ª S.ª Aparecida. Conta a lenda hagiográfica que na segunda quinzena de Outubro de 1717 (número do biorritmo de Portugal, Arcano “As Estrelas” ou “A Imortalidade”, e ano em que se fundou, reinando D. João V, na vila de Mafra, no caminho para Sintra, a Real Basílica de St.º António do Espírito Santo consagrada ao V Império Universal, com destaque para a “Nova Lusitânia”, o Brasil, assim consignado por Pedro de Mariz na sua obra seiscentista, Diálogos de Vária História) passou pela vila de Guaratinguetá, em viagem para Minas Gerais, o Conde de Assumar, D. Pedro de Almeida, Governador de São Paulo. A Câmara local programou um banquete em honra do Conde. Para isso, convocou os pescadores e ordenou-lhes que trouxessem todos os peixes que pudessem pescar para o banquete do Governador.
Os pescadores, dentre eles Domingos Martins Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, lançaram as suas redes no rio Paraíba do Sul durante várias horas, sem sucesso. A certa altura, João Alves, ao lançar a rede, retirou o corpo de uma imagem sem cabeça. Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. Surpresos, lançaram a rede pela terceira vez e a pescaria foi tanta que puderem encher as suas canoas. Significa isto, para além da lenda no imediatismo dos factos, ser a imagem criação possível de uma Confraria piscatória e, desde logo, o seu culto propagado como o da Mater Navegante – Stella Maris – cuja função é idêntica àquela outra N.ª Sr.ª da Esperança trazida por Pedro Álvares Cabral ao Brasil.
Continuando a narrativa, os pescadores ao limparem a imagem concluíram que se tratava de Nossa Senhora da Conceição (Conceptione, a Concepção Alquímica do espesso em húmido e deste em ígneo – assinalado no Cruziat ou Cruzeiro celeste), de cor escura (símbolo da semente oculta no ventre da Terra, neste caso, no seio das Águas Genesíacas, certamente de uma Nova Idade que haverá de dar os seus e bons frutos). João Alves envolveu-a cuidadosamente num pano e guardou-a. Felipe Pedroso levou a imagem para sua casa, em Lourenço de Sá, onde ela permaneceu por cerca de seis anos. Depois, em Ponta Alta, ficou por mais nove anos. Em Itaguaçu, passou a imagem para o filho Atanásio Pedroso, que lhe construiu uma capela e a colocou num altar de madeira. Nesse lugar Nossa Senhora passou a receber a devoção do povo, relatando-se os primeiros milagres.
Em 1745 dedicaram-lhe uma capela no Morro dos Coqueiros, à margem do rio Paraíba, onde passou a ser chamada de Aparecida, dando origem à cidade do mesmo nome. Em 1888 a capela foi substituída por outra, maior. Em 1904 foi realizada a coroação da imagem e em 1908 o Santuário foi elevado à categoria de Basílica pelo Papa Pio X. Como Santuário Nacional, esse templo católico é hoje o maior pólo de atracção de romeiros de todo o Brasil.
Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil
Sendo a Senhora da Conceição uma Virgem Negra, no contexto da sociedade rural medieval era uma deusa agrícola expressiva da Grande Deus Mãe Primordial, cujo culto tinha honras maiores que ao Deus Filho, por ser Ela a origem da Fé, e assim mesmo da Natureza fecunda de que dependiam os povos, Dizer-se que a Padroeira do Brasil estava velada sob as águas, significa que é uma Deusa Oculta, Negra, o que é representado na Lua aos seus pés como Matriz da Criação cujas fases regulavam e regulam os períodos agrários de semeadura e colheita.
A cor negra da Virgem é a mesma primordial apontando o Grande Útero da Vida gerada nele e a ele, no final da existência, a mesma Vida se recolhe. Por isso a Grande Mãe, com o seu potencial de gestação e geração, possibilita todas as manifestações, transformações e evoluções da Vida, a qual recolhe a si no final de cada manifestação, seja ela a de um homem ou a de um mundo. Razão porque personifica a Magna Dea, a Grande Deusa, Maha-Shakti para o Oriente, a Força Vital que gera, mantém, anima e unifica, e sendo Ela o Oceano da Vida conduz aos seres imersos nas suas correntes através dos movimentos das suas Águas da Vida, donde ser apelidada da Conceição ou Concepção, sobreposta à Lua crescente que, como astro da noite ou do negro, representativo do Caos ou Noite Cósmica, o mesmo Pralaya das teogonias do Oriente, assiste aos ciclos de vida e morte de todos os seres. O período de existência destes vem a ser o Cosmos ou Dia Cósmico, Manvantara para os orientais, marcado pela cor branca e a Lua Cheia, para todos os efeitos, antecedido pelo negro primordial.
Outro aspecto a destacar na Virgem Negra são os seus milagres, em momentos históricos precisos. Tais milagres têm sempre a ver com a vida e a morte, o que reporta à transformação, individualização, libertação e despertar num ciclo novo, marcado pela passagem definitiva do Brasil indígena ao Brasil cristão.
Por outro lado, tanto no século XVIII brasileiro como no período medieval coincidentes com a aparição de qualquer Virgem Negra, houve sempre uma reactivação social, artística e cultural no seio da sociedade pela aproximação mútua do Ocidente e Oriente, e assim mesmo uma irrupção do elemento feminino, não só com o culto mariano mas também de forma idealizada no amor cortês, apesar das grandes discussões dos teóricos escolásticos sobre a Natureza, a carne e o pecado, a alma e a virtude, semeando uma improdutiva disfunção entre o Espírito e a Matéria que chegou aos nossos dias.
Posto tudo dito, posso agora transpor o nome Brasil para o hebraico BRSL, com a interpretação: “O Lugar Elevado de Deus Pai e Mãe”. De maneira que o próprio Lugar ou Trono expressará o Filho, assim se perfazendo a Santíssima Trindade ou Trimurti na Terra Eleita que é o próprio Brasil.
É assim que BRSL se funde cabalisticamente em JHS, sigla avatárica ou messiânica expressiva de “Deus feito Homem” (enquanto HJS = “Homem feito Deus”), cabível a todo o verdadeiro Iluminado, e neste particular, “Deus feito Carne, Terra” (BRSL), expressando a Jerusalém Celeste do Apocalipse descida, manifestada na venturosa Terra Edénica assim firmada Nova Jerusalém, antes, NOVA LUSITÂNIA (do latim Lux-Citânia, “Lugar da Luz”).
Como curiosidade cabalística alfabética-musical, ainda respeitante a JHS e BRSL, pode considerar-se as notas musicais relacionadas às letras do alfabeto da seguinte forma:
De maneira que as iniciais HJS formam Dó-Mi-Sol, a Tríade Perfeita de Dó Maior, ou, ainda, nota a púrpura de JÚPITER ou JEHOVAH, o “Primeiro, Pai, Brahma”.
As iniciais BRSL formam Ré-Fá-Sol-Sol, o Quaternário Compasso de Ré Maior, e também a cor laranja dourada do SOL, a “Luz Universal de Deus Pai”.
Isso, expressando o Homem Universal manifestado na Taba Brasílica, leva a três outras composições a partir dessa mesma:
Chegado a este ponto, não posso deixar de lembrar as palavras de um Adepto Vivo, DJWAL KHUL MAVALANKAR, acerca do mesmo Brasil Jina e suas relações com a Grande Loja Branca de Shamballah-Agharta, referente à Fraternidade da «cidade perdida» ou «oculta» de Ibez que Percy Fawcett, nos anos 20 do século XX, procurou avidamente nas florestas da Amazónia e de Mato Grosso, aqui particularmente na cordilheira do Roncador (Matatu-Araracanga, a “cabeceira das araras vermelhas”), até que desapareceu misteriosamente junto com o seu filho Jack Fawcett nas entranhas tíbias matogrossenses:
«O primeiro Posto avançado da Fraternidade de Shamballah foi o original Templo de Ibez e estava localizado no centro da América do Sul, e um de seus Ramos, num período muito posterior, seria encontrado nas antigas instituições Maias e na adoração básica do Sol como a fonte de vida nos corações de todos os homens. Não poderíamos deixar de registar aqui o facto de que a palavra Ibez é literalmente um acróstico ocultando o verdadeiro nome do Logos Planetário da Terra. Estas quatro letras são as primeiras letras dos nomes reais dos quatro Avataras nos quatro Globos da nossa Cadeia Terrestre que incorporaram os quatro Princípios Divinos. As letras I B E Z não são as verdadeiras letras Senzar, se é que uma tal expressão inadequada pode ser usada a respeito da linguagem ideográfica, mas são simplesmente uma expressão europeizada.»5
Essa IBEZ que o coronel Percy Fawcett localizou no Roncador (MT), será a Cidade Jina de ARAKUNDA (“Altar Iluminado”), contudo, o vocábulo designará sobretudo Princípios Universais assessorados por Consciências Cósmicas reflectidas em CRUZIAT, o “Cruzeiro Sidéreo”.
O sidéreo Cruzeiro do Sul, o Aracuruçá ou simplesmente Curuça dos Tupis, símbolo nacional do Brasil, é ele mesmo o Tetragramaton simbolizado na Rosa+Cruz assim expressando o Segundo Logos, o Cristo Cósmico ou, em termos bem brasílicos, CRISTO REDENTOR.
Com toda a propriedade o Hino Nacional do Brasil não podia deixar de evocá-lo:
Brasil, um sonho intenso, um Raio vívido
De Amor e de Esperança à Terra desce,
Se em teu formoso céu, risonho e límpido,
A imagem do Cruzeiro resplandece.
Gigante pela própria Natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu Futuro espelha essa Grandeza.
Tamanha Grandeza é sobretudo a que realçará a Terra da Vera Cruz como bojo de todas as demandas na fundação universal do V IMPÉRIO, para onde desde 1500, com a fundação do BRASIL IBERO-AMERÍNDIO, se dirigem todas as esperanças numa derradeira oração de amor. Terra Virgem, até no signo, faz-se palco final da Suprema Iniciação da Humanidade, graças à constante irradiação para aí do GRANDE OCIDENTE DA EUROPA, PORTUGAL, ao GRANDE OCIDENTE DO MUNDO, BRASIL. A este Caminho da Iniciação interplanetária ou entre dois continentes, Europa e América, indo influir nos restantes, Almada Negreiros chamou SW – CAMINHO SUDOESTE, ou seja, desde Sagres, no Sul de Portugal, até ao Oeste do Planalto Central brasileiro onde se fundaria BRASÍLIA, capital política do Ocidente do Mundo. E Fernando Pessoa, amigo daquele, olhando os Mistérios do Sudoeste e do Cruzeiro, o “Sul Sidéreo”, teve o seguinte encómio revelador na sua A Mensagem, poema Horizonte, prova cabal de que não era alheio às origens da Brasilidade muito anteriores a Cabral e ao derradeiro destino avatárico da brasílica Terra:
Ó mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mysterio,
Abria em flor o Longe, e o Sul siderio
‘Splendia sobre as naus da iniciação.
Linha severa da longínqua costa -
Quando a nau se approxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe, a abstracta linha.
O sonho é ver as formas invisíveis
Da distancia imprecisa, e, com sensiveis
Movimentos da esp’rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte -
Os beijos merecidos da Verdade.
Esta constelação austral, situada na Via Láctea, está entre as constelações de Musca e Centauro. As estrelas do Cruzeiro do Sul já eram conhecidas dos antigos, pois figuravam no catálogo de Ptolomeu, no século II, incluídas como parte da constelação do Centauro.6 Há vinte séculos todas elas eram visíveis até ao paralelo 38 graus norte, numa altura de 7 e 13 graus acima do horizonte de Alexandria, durante a sua passagem pelo meridiano. Na época actual, em virtude da precessão dos equinócios, a constelação só pode ser vista até ao paralelo 27 graus norte, uns 3 graus e meio além do Trópico de Câncer. Os navegadores portugueses, no século XVI, desligaram-na do Centauro, formando um novo asterismo. A sua designação tornou-se universal. À vista desarmada, o Cruzeiro compõe-se de cinco estrelas, quatro das quais dispostas em cruz e uma, a Épsilon Crucis, conhecida como Intrometida, que está situada sob o braço menor.
É preciso notar, entretanto, que o conhecimento das estrelas que compõem o Cruzeiro do Sul é ancestral e encontra-se em diversas obras clássicas e religiosas, como no Ramayana dos hindus e no Almagesto (onde estão indicadas as posições das estrelas principais)7, pelo que era do domínio dos navegadores proto-históricos, nomeadamente os Fenícios.
O Cruzeiro do Sul como objecto de estudo astronómico para a navegação sudoeste
dos Portugueses. Gravura dos finais do século XVI, representando Abraão Zacuto
Mais tarde o preclaro membro da Ordem dos Trovadores e Jograis, Dante Alighiere, depositário dos conhecimentos da Ordem do Templo de quem foi o último cronista, na sua Divina Comédia também faz diversas referências ao Cruzeiro do Sul8. Por exemplo, quando ele chega à praia do Purgatório dirige o seu olhar para o Pólo Sul e contempla as quatro estrelas «nunca vistas senão pela primeira gente», ou seja, a gente do Brasil Fenício9:
Io mi Volsi a man e posi mente
Alláltro polo, e vidi quattro stelle
Non viste mai fuor che alla prima gente.
(Divina Comédia, Purg., I, 22-24)
Logo em seguida o vate italiano faz alusões à Ursa Maior (il Carro), que deixará de ser visível:
Comío dal loro esguardo fui partito,
Un poco me volgendo allátro polo,
Là onde il Carro già era aparito;
Vidi presso di me un veglio solo,
Degno di tanta reverenza in vista,
Che più non dee a padre alcun figliuolo.”
(Divina Comédia, Purg., I, 28)
Parece mais que evidente que as quatro estrelas estejam associadas à constelação austral bem conhecida. De facto, a alusão à constelação polar sul de quatro estrelas, que começava a ser vista quando o outro Pólo desaparecia e ao mesmo tempo se punha o Carro, a constelação da Ursa Maior, que serviu como marco referencial para os navegadores, parece confirmar a ilação de que Dante se referia às estrelas do Cruzeiro do Sul.
Também Camões, apesar de não ter empregado o vocábulo Cruz, não deixa de fazer alusões à “Estrela nova” nas Elegias e à “nova estrela” em Os Lusíadas. O astrónomo português Luciano Pereira da Silva (1864-1926) afirma, de forma categórica, que o poeta está se referindo à constelação do Cruzeiro do Sul10.
Depois de descrever o temporal que surpreendeu a nau São Bento, logo após cruzar o Cabo da Boa Esperança em direcção à Índia, em 22 de Novembro de 1497, Camões apresenta o novo hemisfério:
Porque, chegando ao Cabo da Esperança,
Começo da saudade que renova,
Lembrando a longa e áspera mudança;
Debaixo estando já da Estrela nova
Que no novo hemisfério resplandece (…).
(Elegias IV, 109-120)
Trata-se, na realidade, de um asterismo do hemisfério sul, pois, como diz no canto V, 14, a “gente ignorante”, com dúvida de sua existência, por alguns tempos esteve incerta dela por habitarem as latitudes nortes, onde é impossível contemplá-la:
Já descoberto tínhamos diante,
Lá no novo hemisfério nova estrela,
Não vista de outra gente, que, ignorante,
Alguns tempos esteve incerta dela.
Vimos a parte menos rutilante
E, por falta de estrelas, menos bela
Do Pólo fixo, onde inda se não sabe
Que outra terra comece ou mar acabe.
(Os Lusíadas, V, 14)
Nessa estância, a expressão camoniana “não vista de outra gente” é uma reminiscência do “non viste mai fuor che alla prima gente”, de Dante. Que ele conhecia a literatura italiana, como estudioso dos clássicos durante a sua formação académica na Universidade de Coimbra, disso não há dúvida alguma. Inclusive em suas Rimas existem elementos evidentes da influência do poeta italiano Francesco Petrarca (1304-1374). E tudo parece indicar que Camões se inspirou na Divina Comédia para descrever o céu ptolomaico de Os Lusíadas11.
Todavia, o primeiro que menciona as estrelas do Cruzeiro do Sul pelo seu nome actual é a Carta a D. Manuel I de Mestre João, que acompanhou Pedro Álvares Cabral na empresa do «achamento» da Terra de Vera Cruz. De facto, Mestre João – que fora o médico e astrólogo de D. Manuel I – foi o primeiro a descrever e a precisar, por meio de instrumentos, onde realmente se situava o Brasil, conforme a sua carta de 28.04.1500, que só seria descoberta, no meio da papelada imensa da Torre do Tombo, Lisboa, em 1843 pelo historiador brasileiro Francisco Adolfo de Varnhagem. Segundo Sousa Viterbo12, este Mestre João era Joham Farás, bacharel em artes e medicinas, cirurgião e astrólogo particular de D. Manuel I. Segundo o mesmo autor, esse Joham Farás era um cristão-novo natural da Galiza que se fixou em Portugal por volta de 1485, tendo sido o tradutor do livro De Situ Orbis, escrito em latim clássico no século I d.C. pelo geógrafo romano Pompónio Mella.
O mapa de Mestre João foi estudado por diversos historiadores, nomeadamente pelo professor Luís de Albuquerque no Livro de Marinharia de André Pires, s/d, pp. 96-97, e o trecho da carta do mesmo Mestre referente ao Cruzeiro do Sul, é o seguinte: «… e estas estrelas, principalmente as da Cruz, são grandes quase como as do Carro; e a estrela do Pólo Antárctico, ou Sul, é pequena como a do Norte e muito clara, e a estrela que está em cima de toda a cruz é muito pequena». O Padre António Vieira, nos seus escritos onde faz referências astronómicas, usa a mesma designação de Cruz para esta constelação e aplica inalterável a mesma descrição de Mestre João.
Mas é no Tratado da agulha de marear, de João de Lisboa (1514), nos trabalhos de André Corsali (1515), nos de Pigafetta, companheiro de Fernando de Magalhães, e de Sebastian Del Cano (1520), que elas se acham indicadas como formando uma constelação particular e com o nome de Cruzeiro do Sul13.
Manuscrito de Mestre João, astrónomo da armada de Pedro Álvares Cabral,
em que descreve o grupo de estrelas do Cruzeiro do Sul
Pelo dado a observar, concluiu-se que a constelação do Cruzeiro era conhecida desde a Antiguidade proto-histórica e clássica. Os antigos Iniciados afiliados aos Colégios Tradicionais das suas épocas, chegaram mesmo a correlacionar esta constelação ao centro sideral do Segundo Logos projectado na Terra como Hipóstase Amor-Sabedoria, designando com Mãe Divina carregando em seu seio estelar ao Divino Filho, o que vai muito bem com a condição de Andrógino Primordial do Segundo Trono, Mundo Celeste ou Intermediário entre o Divino e o Terreno.
Os Mistérios Celestes do Segundo Trono apontados pelo Cruzeiro do Sul, nos inícios dos anos 50 do século passado foram motivo de análise pelo eminente Teósofo Eng.º António Castaño Ferreira, familiar e Coluna Viva do Professor Henrique José de Souza, quando diz na sua Aula n.º 59 para a antiga Série D da então Sociedade Teosófica Brasileira:
«Agora a Terra é física. A Vida nos vem, como sabemos, desse Plano imediatamente superior ao nosso e mais subtil a que denominamos de Mundo Astral, o Mundo dos Astros. O Sol e as Estrelas fazem parte desse Mundo no aspecto mais ligado à matéria física. São grandes condensações de Energia Vital, por isso podem ser percebidas pelo próprio olhar físico do Homem, como acontece no escuro quando temos um objecto fortemente magnético; a imantação por elas emitida pode ser percebida pelos olhos físicos, e que se chama fluidos ódicos. É a matéria subtil, energia esta que, condensada em certos objectos, pode ser emitida com tal intensidade que pode ser percebida num ambiente onde não haja uma luz física.
«Assim, esses Centros Cósmicos são Centros de Energia tão condensados ou tão activos que, na escuridão desse ambiente akáshico que envolve a Terra, como envolve qualquer Mundo físico, pode tornar-se perceptível aos nossos sentidos físicos. Então, neste Mundo ou neste Plano Cósmico mais subtil que a Terra, que é o Mundo das grandes energias activas, nós temos os “Centros” que os astrónomos chamam de Sóis e Estrelas de um modo genérico, o que para o ocultista é visto de um modo inteiramente diferente: são Centros de Irradiação de Vida.
«Entre esses Centros de Irradiação no nosso céu, o CRUZEIRO DO SUL tem um papel extraordinário, porque é dele que emanam ou fluem as 5 correntes de Vida, as 5 manifestações do Hálito Universal Criador que se infunde na Terra e a que nós chamamos de FORÇAS SUBTIS DA NATUREZA.
«Portanto, os TATWAS, que os ocultistas estudam e dos quais dificilmente podem conhecer a natureza essencial, estão relacionados com a Constelação de ZIAT, que na linguagem aghartina significa: “Aquilo que constrói e Aquilo que destrói”. Aquilo que transforma e sustém, Aquilo que é a Vida, o Movimento, a Energia em todos os seus aspectos. Essas Forças vão se manifestando de Ciclo em Ciclo. Actualmente elas são cinco. Cada uma delas corresponde a um dos elementos chamados Terra, Água, Fogo, Ar e Éter, na linguagem dos símbolos. São expressões do que nós chamamos, respectivamente, de Pritivi, Apas, Tejas, Vayu e, finalmente, Akasha. A origem é a Matéria Primordial, a Energia Primordial que se diferencia, posteriormente, noutras 4 Forças interiores que delas decorrem, ou delas se originam.
«Por isso nós falamos, na linguagem oculta, que o AKASHA é realmente a fonte de todas as energias. É a Energia Mater que se diferencia nas outras 4, que têm o nome simbólico de elementos. É a razão pela qual o Homem, na fase actual, pôde desenvolver os cinco dedos, porque cada um deles corresponde a uma Energia Cósmica, sendo que o polegar corresponde ao Akasha que é o Tatwa móvel, o centro, portanto, donde se manifestam os outros Tatwas. Por esta razão é que o polegar se opõe a cada um dos outros dedos, dando ao Homem a capacidade de criar com as mãos tudo o que encontra ao seu alcance. Através das Civilizações a Actividade Criadora do Homem foi sempre fornecida pelo Poder do Akasha, ligado aos outros Tatwas que fluem, também, como magnetismo diferenciado pelas pontas dos dedos dos homens, e então podem transferir essas energias e excitá-las naqueles em quem elas se encontram em deficiência.
«A Constelação do CRUZEIRO DO SUL é o Centro donde emana essa Energia, que para o clarividente se apresenta com a forma simbólica de uma grande Pirâmide. Foi baseado nesse conhecimento, que só a vista espiritual alcança, que os antigos egípcios ergueram as suas pirâmides, bem com os povos pré-colombianos do Novo Mundo para expressar a formação quíntupla do nosso Universo, ou a expressão dessas cinco Energias fundamentais do Cosmos. O Vértice da Pirâmide está voltado para a estrela central, que se encontra num plano mais afastado dos outros 4 Centros Cósmicos que formam o Cruzeiro, constelação que todos nós estamos acostumados a ver. A sua projecção parece uma Cruz, com uma estrela menor no centro. Estou falando dela em linguagem teosófica, na sua realidade, e não como ela possa ser encarada sob o ponto de vista meramente profano, como acontece com a Astronomia ou a Astrofísica, que não nos interessa de momento.
«De futuro, será justamente em harmonia com este local, com este Centro Cósmico onde se encontram essas cinco Rodas que giram, emitindo todas as energias vitais que sustentam e alentam a Vida, que nós deveremos provocar o grande milagre da Transformação Superior, isto é, pondo em actividade as energias que estão latentes em nós para que desperte a Consciência Superior de cada um. Está baseado nesse princípio o Yoga chamado Universal. Esses cinco Hálitos vibram em SHAMBALLAH.»
Na continuação na abordagem ao estrelado mor do céu do Brasil, agora nas suas correlações esotéricas, logo menos conhecidas do leitorado geral, respigo alguns excertos de texto precioso de um outro distinto Teósofo brasileiro nascido em Portugal, sr. Alberto Pinto Gouveia, que o terá lido em Sintra em 19.12.1972 por ocasião da inauguração do SANTUÁRIO DE ALLAMIRAH, “Os Olhos do Céu” reflectidos no CRUZEIRO. Diz:
«Mais atrás abordei umas outras correlações esotéricas a ver com o Seio da Terra brasileira e o Tetragramaton (Yod – He – Vau – Heth) que, disposto em Cruzeiro, constitui o maravilhoso símbolo da Vida Integral, da Evolução global, do Pramantha, em suma. O mesmo símbolo que se expressa na majestosa constelação do Cruzeiro do Sul em sua expressão tetrárquica e pentárquica, pois que sendo planimetricamente quadrangular é, em projecção, piramidal. Isso graças às suas cinco estrelas principais, visto que, além das quatro dispostas em quadrilátero e que representam os quatro palos do cruzeiro, tem outro ao centro, a qual assinala o vértice da pirâmide de base quadrangular.
«A constelação de Cruziat ou Ziat, como expressão física do Tetragramaton, simboliza o Segundo Trono, o Aspecto Amor-Sabedoria de Deus. Como expressão pentárquica distribui-se por cinco centros ou estrelas, dos quais os exteriores formam um quaternário, os quatro “Sóis Venusianos” da Tradição Iniciática, ou os quatro Maharajas. Neles se contém e se agita todo o Passado evolutivo. O quinto centro, simultaneamente meio do quadrilátero e vértice da pirâmide, é de valor ternário (por reter os chamados “Sóis Mercurianos”) e nele se contém todo o potencial evolutivo Futuro. É o sémen ou semine onde se concentra e consubstancia o spes messis, dessa messe que está feita e cujo fruto, sendo alimento e vida, é também e infindavelmente o sémen de novas e vindouras messes.
«Esses cinco pontos ou centros estelares, se, por um lado se espraiam em sete quando se dá valor ternário ao quinto, por outro lado, podem comprimir-se num ternário, como emanação directa do Primeiro Trono, formando assim as 3 Chamas Divinas no Céu expressas no grafismo da letra Schin, e as quais são representadas no candelabro de 3 Lumes Sagrados colocados nos altares dos Templos da Terra.
«Considera-se tradicionalmente que são desses cinco pontos ou centros estelares do Segundo Trono que emanam os “Hálitos Vivificadores”, as cinco qualidades subtis da Matéria: Éter – Ar – Fogo – Água – Terra.
«Sendo que o Tetragramaton é simbólico da Manifestação Divina em curso, as quatro letras hebraicas que o polarizam de que venho falando, significam afinal os modos por que se opera essa Manifestação. E assim o Yod indica a Luz, o He indica a Cor, o Vau indica o Som e o Heth indica a Forma. A Divindade polariza-se em luz e torna-se sensível e experimental cromática, sonora e morfologicamente.
«E em meio a toda essa empolgante e assombrosa dinâmica o símbolo esplendoroso do Supremo Equilíbrio: a Taça do Santo Graal!»
Como homenagem sincera e comovida ao símbolo nacional do Brasil, CRUZIAT, o mesmo SADHA KAPTA hindustânico, em jeito de desfecho apoteótico e por seu grande significado e beleza, transcrevo do Professor Henrique José de Souza a letra do seu Hino SANTUÁRIO DO BRASIL (PREFIXO DO CRUZEIRO DO SUL):
Um jacto de luz,
Projectado do Céu,
A Terra vem beijar, feliz,
Terra de Santa Cruz bem diz,
Nós te saudamos assim, Brasil!
Desenhando num Céu de anil
O teu símbolo: Cruzeiro do Sul.
Glória à nossa Obra
Santuário do Brasil
Símbolo de Paz e de Justiça
Esplendendo num Céu,
Num Céu de anil…
Na rutilância das estrelas
Num bailado o mais grácil,
Sol Eterno de Esperança,
Onde a vista mais alcança…
Esplendendo num Céu,
Num Céu de anil…
NOTAS
1) Pedro Paulo Funari, em artigo publicado na Folha de São Paulo de 28 de Abril de 1997.
2) Felipe Cocuzza, A Mística da Amazónia. Zohar Editora, São Paulo, 1992.
3) Moysés Jakubovicz, O Brasil e a História do Futuro. Revista “Aquarius”, ano 7, n.º 24, 1981, Rio de Janeiro.
4) Batalha Gouveia, A Origem dos Nomes – Brasil. Jornal do Incrível, n.º 242 de 3 de Julho de 1984, Lisboa.
5) Alice Ann Bailey, Um Tratado sobre Magia Branca. Fundação Educacional e Editorial Universalista, Porto Alegre, 1951.
6) Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, A Astronomia em Camões. Lacerda Editores, Rio de Janeiro, 1998.
7) Luís de Albuquerque, As Navegações e a sua Projecção na Ciência e na Cultura. Editorial Gradiva, Lisboa, 1987.
oito) Dante, Oeuvres complètes. Bibliothéque de La Pléiade, Éditions Gallimard, Paris, 1965.
9) Moisés Espírito Santo, A Lenda Brasil. In Dicionário Fenício-Português contendo os glossários das línguas e dialectos falados pelos Fenícios e Cartagineses: Cananita, Acadiano, Assírio e Hebraico bíblico. Edição do Instituto de Sociologia e Religiões da Universidade Nova de Lisboa, 1999, Lisboa.
10) Luciano Pereira da Silva, Astronomia dos Lusíadas. Imprensa da Universidade de Coimbra, Lisboa, 1915.
11) Cláudio Ptolomeu, Las Hipótesis de los Planetas. Alianza Editorial, Madrid, 1987.
12) Sousa Viterbo, Trabalhos Nauticos dos Portuguezes nos Seculos XVI e XVII, 2 volumes. Lisboa, 1898.
13) Emmanuel Poulle, Les conditions de la navegation astronomique au XV siècle. Coimbra, 1969.
Por Vitor Manuel
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quinta-feira, 19 de julho de 2012

COMO OBTER CONTROLE DE SEUS PRÓPRIOS PENSAMENTOS



Muitas vezes nos encontramos com muitos pensamentos negativos passando por nossa mente. Estes comboios de pensamentos podem se tornar muito poderosos pois, os repetimos indefinidamente em nossas mentes.

 O problema é que o que o quanto mais nos concentramos em certos pensamentos, mais poderosos se tornam. Portanto, pode se tornar muito difícil parar estes ciclos intermináveis de pensamentos.


No entanto, é certamente possível, e estas são algumas dicas para controlar os nossos pensamentos:


1. FAÇA UMA DECISÃO CONSCIENTE DE PARAR OS PENSAMENTOS.



O problema é que às vezes nós nos apegamos a certas idéias e problemas, e nós inconscientemente obtemos uma espécie de prazer de passar por um determinado problema/assunto.

 Se nós, subconscientemente, continuamos a convidar os pensamentos, nós nunca seremos capazes de detê-los. Portanto, a primeira etapa é tomar uma decisão clara e consciente para parar a repetição de pensamentos. Esteja ciente de seu impacto negativo e não permita que venham mais. Esta etapa consciente é uma etapa indispensável no controle de nossos pensamentos.



2. OLHE PARA OS PENSAMENTOS COMO SE ELES ESTIVESSEM FORA DE SI MESMO.



Quando começamos a tentar parar os pensamentos, parece ser muito difícil porque, eles se sentem como uma parte forte de nossa mente.

 Portanto, a segunda etapa é sentir que aquele pensamento é algo separado de nós. Quando um pensamento aparecer em sua mente, olhe para o pensamento como se ele viesse fora de si. Trata-se de uma forma muito poderosa para reduzir o impacto dos pensamentos na nossa mente. Uma vez que nos dermos conta de que os nossos pensamentos são separados de nós, torna-se possível detê-los.



3. QUEM É QUE OUVE PENSAMENTOS?



Esta é uma técnica para tentar descobrir a origem de seus pensamentos. Sempre que um pensamento aparecer, apenas pergunte a si mesmo: Quem é que está pensando isso?

 O que fazemos é tentar descobrir a origem dos pensamentos. Através de fazer esta pergunta percebemos que há um "EU" que pode decidir aceitar ou rejeitar os pensamentos. Ao fazer esta pergunta, vamos ser capazes de parar os pensamentos assim que eles entram. Você não é uma vítima de seus próprios pensamentos, é você quem quer ou rejeita dar vida aos pensamentos.



4. CAPTURE OS PENSAMENTOS ASSIM QUE ELES APARECEREM.



Este exercício exige um esforço determinado da nossa parte. Precisamos estar atentos e observar cada pensamento que entra na nossa mente. Assim que um pensamento negativo entrar, devemos descartá-lo imediatamente e se recusar a segui-lo. O quanto mais seguimos pensamentos, mais difícil fica para pará-los mais tarde. Portanto, é melhor capturá-los o mais rapidamente possível.



5. CONCENTRE-SE EM OUTRA COISA.



Se tivermos um comboio de pensamentos que adquiriram um domínio sobre nossa mente, a melhor solução é muitas vezes apenas tentar fazer algo completamente diferente. Não basta sentar-se, vá fazer algo que não lhe dá nenhuma oportunidade de meditar sobre seus pensamentos. Ao fazer isso, ignore completamente os pensamentos, e eles perdem a domínio sobre nós.



"Pensamentos equivocados estão dentro de nós só porque nos identificamos com estes pensamentos. Se nos identificamos com alguma outra coisa, imediatamenete eles têm que nos deixar." - Sri Chinmoy



6. MEDITAÇÃO



A meditação é a melhor maneira de aprender a controlar os nossos pensamentos. Meditação envolve a arte da concentração e acalmar a mente. Na meditação, nós não apenas tentamos controlar os nossos pensamentos, mas também podemos trazer à tona nossas qualidades interiores de paz e de unidade. Se nós podemos invocar o poder de acalmar o nosso coração, então usamos uma força alternativa para tomar o lugar da mente negativa.



"A mente tem seu próprio poder, e agora esse poder é mais forte que sua vontade e determinação para meditar. Mas se você puder obter ajuda do seu coração, então, gradualmente, você será capaz de controlar sua mente. O coração, por sua vez, recebe assistência constante da alma, que é toda luz e todo o poder." - Sri Chinmoy



Nós Devemos meditar todos os dias, para que possamos trazer à tona a paz em nossa mente o tanto quanto possível. Se nós apenas meditamos quando estamos cheios de idéias, vamos descobrir que a meditação é muito difícil. Mas, se ganharmos tranquilidade através da meditação diária, em seguida, desenvolvemos a nossa capacidade interna para controlar os nossos pensamentos.














segunda-feira, 16 de julho de 2012

As 10 Maiores Sociedades Secretas


via AUM MAGIC de Marcos Mundim em 13/07/12


Como são e como agem as sociedades secretas

Não importa o suposto propósito das sociedades secretas, sempre há algo sinistro ocorrendo dentro delas. Embora a maioria seja formada por objetivos políticos e religiosos, sempre tem um foco no mistério e “secretismo”, tornando-se assim alvos de teorias da conspiração sobre alienígenas, ocultismos, ou a dominação do mundial.
Naturalmente, a realidade é geralmente muito mais inócua, mas isso não significa que os grupos não têm algo estranho em suas práticas fascinantes, ou que eles não tiveram um impacto sobre os acontecimentos mundiais. Com isso em mente, seguem-se dez das sociedades secretas mais famosos e influentes da história:
10. Ordo Templi Orientis
Ordo Templi Orientis é uma organização mística que foi iniciada no começo do século XX. O grupo foi criado nos mesmos moldes dos maçons, e, supostamente, se baseiam em rituais e práticas ocultas como um meio para que os membros se deslocam de um nível de prestígio para outro dentro da organização. A filosofia geral do grupo foi a crença nas práticas esotéricas como um método de realização de uma verdadeira identidade. O famoso ocultista excêntrico Aleister Crowley foi quem compôs grande parte da tradição do grupo, incluindo um manifesto chamado de Mysteria Mystica Maxima, e ele se tornou mais tarde sua cabeça. Após sua morte, a influência e popularidade do Ordo Templi Orientis começou a diminuir, mas ainda existe hoje e tem vários discípulos espalhados pelo mundo, principalmente nos Estados Unidos, Reino Unido e outras partes da Europa.
Práticas Secretas:
Enquanto a popularidade de Aleister Crowley como uma figura nova, continuava a crescer mais e mais nos ensinamentos da Ordo Templi Orientis. Como tal, o grupo faz muito menos de uma tentativa de hoje ser secretas que ele fez no passado. Isso não significa que eles não têm ainda algumas práticas bizarras. A principal delas é a fixação do grupo sobre a exploração sexual, especialmente seus ensinamentos sobre a “adoração do falo” e a magia da masturbação.

9. O Grupo de Bilderberg
Esse grupo têm incluído membros como Ben Bernanke, a família real da Espanha e da Holanda, os funcionários do Banco Mundial e representantes de grandes corporações.
O Grupo de Bilderberg não é uma sociedade secreta em si, mas opera sob um véu de mistério semelhante, o que tornou o assunto de inúmeras teorias da conspiração e críticas. O grupo foi iniciado em 1954, e desde então tem reunido a cada ano como uma conferência exclusiva apenas para convidados, de líderes mundiais, os capitães da indústria, e os magnatas da mídia. O grupo começou originalmente como um meio de lidar com um traço de anti-americanismo que se alastrava pela Europa após a Segunda Guerra Mundial, mas ao longo dos anos, parece ter se transformou em uma discussão mais ampla sobre alcançar o entendimento mútuo entre culturas.
Práticas Secretas:
O Grupo Bilderberg se tornou polêmico por uma razão fundamental: não é permitido imprensa na conferência e não há detalhes significativos sobre os temas discutidos são sempre lançado oficialmente ao público. Esse tipo de sigilo, juntamente com a intensa segurança dos locais de reunião, que muitas vezes apresentam guardas armados, policiais e, até mesmo, aviões de combate patrulhando os céus, com isso produziu-se uma série de teorias de conspiração centrada na conferência. O mais popular é que o grupo tenta orientar o direcionamento de políticas públicas, mercados financeiros, e meios de comunicação em determinadas direções prescritas de sua escolha, talvez até com o objetivo de formar o chamado “governo do mundo.” Estas alegações foram postas de lado pelo grupo, que reivindica a compreensão global e do fim da proliferação nuclear como seus principais objetivos.

8. Hashshashin-A Ordem dos Assassinos
O Hashshashin ou Nizari, foi um grupo de assassinos misteriosos muçulmanos que operavam no Oriente Médio durante o século 13. O grupo era formado por muçulmanos xiitas, que se separou de uma seita maior e se uniram a fim de estabelecer um estado xiita utópico. Porque o seu número era pequeno, o grupo usou táticas de guerrilha em sua luta contra os seus inimigos, incluindo a espionagem, sabotagem e, o mais famoso, o assassinato político. O Hashshashin implantavam agentes altamente treinados dentro das fortalezas inimigas, com instruções para atacar somente no tempo certo. Eles eram conhecidos por sua extrema discrição em minimizar as vítimas civis, bem como sua propensão de intimidar para conseguir seus objetivos. Como diz a história, os líderes inimigos, muitas vezes acorda de manhã para encontrar uma adaga Hashshashin deitado no seu travesseiro, junto com um bilhete dizendo “você está em nossas mãos.” Sua lenda cresceu rapidamente, antes mesmo de os mongóis finalmente destruirem o grupo, eles
se tornaram conhecidos pistoleiros, supostamente realizando trabalhos para o Rei Ricardo “Coração de Leão”.
Práticas Secretas:
Por volta da época de sua queda, a biblioteca que continha todos os registros Nizari foi destruída, muito do que se sabe sobre eles hoje assumiu o estatuto de mito. Há histórias mais controversas do grupo, como da utilização de drogas e outros entorpecentes como o “Hashshashin” pode ser traduzido como “usuários de haxixe”, que alguns dizem que foram utilizados pelos membros na batalha. Isto tem sido amplamente desacreditado, mas o termo “Hashshashin”, como ele se refere ao Nizari, acredita-se ser a origem da moderna palavra “assassino”.

7. A Mão Negra
A Mão Negra é uma sociedade secreta de revolucionários políticos anti-imperialistas que foi iniciada na Sérvia em 1912. É formada por um ramo de Narodna Adbrona, um grupo que procurou unir todos os povos eslavos da Europa sob um único país. Isso exigiu a separação da Sérvia a partir da monarquia da Áustria-Hungria, que anexou o país alguns anos antes. Com isso em mente, o grupo começou a disseminar propaganda anti-austríaca de formação, sabotadores e assassinos para perturbar e obter dominação política no interior da província. O plano era para incitar uma guerra entre a Sérvia e a Áustria, que lhes daria a chance de libertar o seu país e unir as diferentes nações eslavas como um todo.
Práticas Secretas:
Mão Negra seria hoje esquecida se não fosse por seu envolvimento improvável em um dos maiores acontecimentos do século XX, o assassinato do arquiduque austríaco Franz Ferdinand em 1914. Os resultados do assassinato foram catastróficos. Dentro de dias, Áustria-Hungria declarou guerra à Sérvia, e depois de os aliados de ambos os países entraram na briga, a pequena disputa conseguiu se transformar em Primeira Guerra Mundial. O rescaldo da Primeira Guerra Mundial levou à Segunda Guerra Mundial, e isso levou à Guerra Fria, que faz da Mão Negra uma das forças mais estranhamente influentes do século XX.
6. Os Cavaleiros do Círculo Dourado

Os Cavaleiros do Círculo de Ouro foi uma sociedade secreta que floresceu nos EUA durante a American Civil War (guerra cívil americana). No início, o grupo procurou incentivar a anexação do México e as Índias Ocidentais. Mas, uma vez que a guerra civil começou, o grupo mudou seu foco do colonialismo para apoio fervoroso do recém-criado governo da Confederação. Os cavaleiros logo tiveram milhares de seguidores, muitos dos quais formaram exércitos de guerrilha e começaram a atacar as fortalezas da União no Ocidente. Nos estados do Norte, a misteriosa ordem tinha um impacto maior ainda. Muitos jornais e figuras públicas envolvidas em caça às bruxas, onde acusaram supostos simpatizantes do Sul, incluindo o presidente Franklin Pierce, de serem membros dos Cavaleiros do Círculo Dourado.
Práticas Secretas:
Ao contrário da maioria das sociedades secretas, o Círculo de Ouro não só preocupou-se com reuniões clandestinas e planos misteriosos. Em vez disso, o grupo formou exércitos, a fim de transmitir a sua agenda pela força. Em 1860, um grupo de cavaleiros fez uma tentativa fracassada de invadir o México. Durante a guerra, eles roubaram diligências e tentou um bloqueio do porto de São Francisco, e um grupo deles ainda conseguiu rapidamente tomar o controle do sul do Novo México.

5. A Sociedade de Thule

Algumas organizações secretas são suspeitas de ter segundas intenções malévolas, mas a Sociedade de Thule é uma das poucas em que essas suspeitas foram comprovadas. O grupo foi oficialmente iniciado na Alemanha logo após o fim da Primeira Guerra Mundial. Tudo começou como uma espécie de grupo de descendência alemã que se envolveu com o ocultismo, mas rapidamente se transformou em uma organização que procurou transmitir a ideologia da raça ariana, e levou uma abordagem aparentemente racistas em relação aos judeus e outras minorias. O grupo logo vangloriou-se em ter mais de mil membros, e ainda tinha um jornal de propaganda própria. Em 1919, membros da Sociedade Thule formaram uma organização política chamada Partido dos Trabalhadores Alemães. Um jovem Adolf Hitler tornou-se um membro e, eventualmente, assumiu o partido, que mais tarde se tornaria conhecido como Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães, ou Nazi, o partido.
Práticas Secretas:
Mesmo antes de a Sociedade de Thule tornaram-se um veículo para o nazismo, os membros estavam envolvidos em algumas atividades bastante bizarras. O mais estranho foi o fascínio do grupo com a raça ariana, cuja origem eles tentaram localizar a terra mítica de Thule, que os gregos tinham reivindicado e foi encontrada ao norte da Europa, perto da Islândia e Groenlândia.

4. Os Filhos da Liberdade

Os Filhos da Liberdade é o nome de um grupo organizado de dissidentes que existia na América antes da Guerra Revolucionária. O grupo não existe como uma sociedade secreta, no sentido tradicional, mas sim, era composta de facções menores de patriotas de todo as colônias que se uniram em prol de um objetivo comum. Quando eles se encontravam, era geralmente em Boston em torno de um olmo, que desde então se tornou conhecida como a Árvore da Liberdade. Foi ali que o grupo iria formular a sua resistência, o que incluiu a divulgação de panfletos e, até mesmo, algumas sabotagem e atividades terroristas. Esse comportamento levou os britânicos a marca Filhos da Liberdade como sedicioso, e eram, muitas vezes, referido pejorativamente como “Os Filhos da Violência”. O grupo é o mais notável de hoje para plantar as sementes da revolução entre os colonos, com o protesto do Selo Lei, e por cunhar a famosa frase agora “nenhuma tributação sem representação”.
Práticas Secretas:
Os Filhos da Liberdade, em Boston, era o braço mais famoso do grupo, mas havia facções espalhadas por toda as 13 colônias. Um grupo em Rhode Island, saquearam e queimaram a Gaspee navio britânico de comércio em protesto contra práticas desleais de comércio, enquanto outros eram conhecidos por alcatrão e penas legalistas britânicos. Ainda assim, o mais famoso evento de engenharia do Sons continua a ser o Boston Tea Party, em 1773, quando membros do grupo vestidos como índios despejou carradas de chá sobrecarregado o porto de Boston.
3. Caveira e Ossos

Faculdades são conhecidas por suas muitas sociedades secretas e organizações estudantis, e a da “Caveira e Ossos” é provavelmente a mais famosa. A cada primavera novos alunos aderiam a sociedade, e o único verdadeiro pré-requisito para ser membro era ser um líder do campus. Como tal, atletas, membros do conselho estudantil, e os presidentes da fraternidade são muitas vezes considerados. “Caveira e Ossos” conta entre os seus membros Presidentes dos EUA, senadores e juízes da Suprema Corte, o que levou muitos a argumentar que o grupo funciona como uma espécie de organização clandestina para a elite de alta potência política. Não há como negar que o clube está bem financiados: uma organização de ex-alunos chamado Russell Trust Association financia suas atividades, e o grupo supostamente possui uma ilha no norte de Nova York.
Práticas Secretas:
“Caveira e Ossos” já não é mantida em segredo, mas as suas práticas ainda são. A ordem se reúne duas vezes por semana, mas o que se passa nas suas reuniões nunca foi revelado. Para a decepção dos teóricos da conspiração, o que os boatos têm saído são relativamente inócuos. O grupo supostamente participou de uma série de brincadeiras, e já foi processado pelo presidente da tribo Apache, que reivindicou a posse do esqueleto de Geronimo. Além disso, o grupo é conhecido por obrigar os novos membros a relatar sua história sexual para o resto da sociedade, e dando apelidos para cada iniciado. Em um rumor amplamente relatado, o Presidente George W Bush era supostamente conhecido como “Magog”, um nome dado a quem tinha maior experiência sexual.

2. Os Illuminati
Na cultura popular e no mundo das teorias da conspiração selvagem e estranho, nenhuma organização secreta tornou-se tão conhecido como os Illuminati, que têm feito freqüentes aparições em livros, filmes e televisão. O grupo, como é popularmente entendido é mais ou menos um mito, mas a lenda que remonta a uma organização real que existia na Alemanha no final de 1700. Na época, os membros do grupo apresentaram-se como uma ordem de iluminados pensadores livres. A imprensa se virou contra eles, e chegou a ser considerado por muitos como uma força subterrânea de dissidentes com intenção de derrubar o governo, e foram mesmo acusados de incitar a Revolução Francesa. O grupo se desfez logo em seguida, mas sua influência se manteve forte, e por anos após a sua dissolução tinham rumores de ainda estar funcionando em algum lugar nas sombras.
Práticas Secretas:
Graças à sua presença constante na cultura popular, os Illuminati continuaram a ser temidos. Modernos teóricos da conspiração têm afirmado que o grupo sobreviveu e agora opera como um governo sinistro que atua nas sombras, direcionando a indústria mundial e da política como lhe aprouver. A família Bush, Winston Churchill, e Barack Obama têm sido nomeado como membros mais proeminentes, mas nenhuma evidência legítima de um grupo nunca foi descoberto. Ainda assim, o boato sobre a vida como um dos mais populares, apesar de bizarro, de todas as teorias da conspiração.

1. Os maçons

Embora sejam menos influentes e secreto hoje do que eram antes, os maçons continuam a ser uma das organizações fraternas mais famosos no mundo, com uma adesão de 5 milhões de pessoas. O grupo foi fundado oficialmente em 1717, mas os documentos relativos à sua existência data de 1300. Ele foi originalmente criado para ser uma irmandade, cujos membros compartilham certas idéias filosóficas fundamentais, entre eles a crença em um ser supremo. O grupo salienta retidão moral, e como tal muitos dos capítulos se tornaram conhecidos por seu trabalho de caridade e serviço à comunidade. Apesar destas práticas aparentemente inofensivo, os maçons não estão sem seus críticos. Os teóricos da conspiração, há muito tempo, acham que eles estão envolvidos em práticas ocultistas abomináveis. Igrejas de todas as denominações também criticaram a organização, seus ensinamentos morais e crenças espirituais esotéricas.
Práticas Secretas:
Com a sua enorme adesão espalhada pelo globo, a Maçonaria moderna já não tem os mesmos princípios universais como o fez nos velhos tempos. Uma prática que tem se mantido constante é o método de introdução. Iniciados deve ser recomendado ao grupo por alguém que já é um maçon, e uma vez lá, o membro deve passar por três diferentes graus, antes de chegar ao nível de “Mestre Maçom.” Os membros também têm certos modos prescritos de cumprimentar uns aos outros, incluindo apertos de mão, gestos e senhas, e não-maçons são sempre proibidos de comparecer às reuniões.
Fonte: MIB
As principais sociedades secretas do mundo - Do Portal Terra